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Com salários cortados, professores das universidades estaduais mantêm greve

Governo anunciou que vai cortar ponto dos docentes; para a categoria, o posicionamento é 'desrespeitoso'

Milena Teixeira

ordem do Governo do Estado para cortar o ponto dos professores grevistas das universidades estaduais da Bahia não fez com que a categoria voltasse à sala de aula. A coordenadora do sindicato que representa os docentes, Ana Margarete Gomes, disse que os educadores “não pretendem abrir mão dos direitos”.
“Ficamos sabendo do corte do ponto, mas ainda assim não vamos parar a greve. Vamos resistir. Estamos em uma greve que é legal”, disse a representante do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual da Bahia, na tarde desta sexta-feira (26).
Para Ana Margarete, o posicionamento de Rui Costa em relação aos grevistas é “desrespeitoso” . “Estamos diante de um governo que viola o direito do trabalhador. Ele [Rui Costa] não respeita a sociedade baiana, haja vista que as universidades fazem parte do estado”, declarou a professora.
Os professores das universidades estaduais da Bahia (Uneb), Feira de Santana (Uefs) e do Sudoeste do estado (Uesb) estão em greve há 22 dias. Eles pedem o aumento de investimentos e a recomposição salarial. Com as suspensão das atividades, pelo menos 30 mil estudantes estão sem aula.
Principais reivindicações
Dentre as reivindicações da categoria estão a destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do estado para o orçamento anual das universidades estaduais, reajuste de 5,5% ao ano no salário base dos docentes para garantir a política de recuperação salarial, referente aos anos de 2015, 2016 e 2017 e a reposição integral da inflação do período de 2015 a 2017, em uma única parcela.
Protestos 
Os docentes estudantes e servidores técnicos fizeram um protesto, na tarde da última quinta-feira (25), no Centro de Salvador. Uma nova manifestação está prevista para o próximo dia 1° de maio.
Foto: Divulgação/Ascom

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